Tribunal de Justiça de Santa Catarina economiza R$ 1,4 milhão com centralização do sistema de telefonia
Publicado em 23/10/2018 13:28
Economia

O modelo de telefonia adotado pelo Tribunal de Justiça de SC em 2006 (Voip 1) gera aos cofres públicos economia superior a um milhão de reais por ano.

Agora, esse mesmo sistema, que está sendo aprimorado com a centralização dos equipamentos de comunicação em polos distribuídos pelo estado, proporcionará ainda mais economia, estimada em R$ 400 mil/ano.

Desde 2015, 100% das comarcas utilizam o VoIP, transmissão de voz sobre a rede de comunicação de dados (Voice over Internet Protocol).

A vantagem é que não há gastos nas ligações interurbanas entre todas as unidades jurisdicionais.

O WhatsApp e outros aplicativos popularizaram esse sistema de comunicação com o envio de mensagens de áudio via internet sem nenhum custo.

Essa tecnologia digitaliza a voz em pacotes de dados para que ela navegue pela rede, e depois converte os dados em voz outra vez até o destino.

HISTÓRICO

Iniciada em 2006, a implantação do VoIP no Poder Judiciário de Santa Catarina gerou diversas inovações, como a criação do Intimafone, serviço que possibilita a gravação da intimação via telefone, com capacidade para backup das informações, reprodução futura e emissão de relatórios.

As ligações para telefones móveis também são efetuadas com custo reduzido, mediante utilização de uma tecnologia que permite a incorporação de chip de telefone celular na central telefônica.

O projeto estará ativo em todas as regiões até julho do ano que vem.

Atualmente, a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) mantém uma estrutura parecida com uma pequena operadora de telecomunicações, responsável pela administração e tarifação de cerca de 10 mil ramais em todo o estado.

Para Manoel Luiz Gonçalves, chefe da Seção de Telefonia da DTI, "o sistema reduz custos, elimina pontos de falha na rede, melhora a qualidade dos serviços e faz com que o TJ tenha maior controle e autonomia dos recursos tecnológicos disponíveis, dependendo cada vez menos das empresas de telecomunicação".

 

Fonte: Jornal de Blumenau
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